Polícia Federal mantém apurações sobre organização suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, criptoativos e plataformas de apostas.
As investigações da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, continuam avançando em 2026 e seguem revelando novos elementos sobre um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que utilizava apostas ilegais, empresas de fachada e criptoativos para ocultar recursos de origem criminosa. A operação é considerada um dos maiores desdobramentos recentes no combate ao crime financeiro no país. (MPF)
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a organização investigada teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão desde 2023, utilizando uma estrutura sofisticada para dissimular valores provenientes de atividades ilícitas, incluindo tráfico internacional de drogas, evasão de divisas e exploração de jogos de azar ilegais. (MPF)
Operação é desdobramento de investigações anteriores
A Narco Fluxo surgiu como continuidade das operações Narco Vela, Narco Bet e Narco Azimut, que já investigavam a utilização de plataformas de apostas e ativos digitais para movimentação e ocultação de recursos ilícitos.
Com o avanço das investigações, os órgãos de controle identificaram uma complexa rede financeira formada por empresas aparentemente regulares, contas de passagem, operadores financeiros e transações em criptomoedas destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro. (MPF)
Empresas de fachada e criptoativos estão entre os focos
De acordo com os investigadores, parte dos recursos era movimentada por meio de empresas de fachada e operações financeiras estruturadas para mascarar a origem dos valores.
A utilização de criptoativos, transferências internacionais e contas bancárias em nome de terceiros teria permitido que a organização ocultasse o fluxo financeiro e reinvestisse recursos em bens de alto valor, como imóveis, veículos de luxo e outros ativos patrimoniais. (MPF)
Justiça mantém andamento dos processos
Após a fase inicial da operação, novas medidas cautelares, análises periciais e diligências continuam sendo realizadas para identificar outros envolvidos e rastrear ativos supostamente ligados ao esquema.
Os processos seguem em tramitação na Justiça Federal, enquanto autoridades financeiras e policiais trabalham na recuperação de patrimônio e na responsabilização dos investigados. (MPF)
Apostas ilegais seguem na mira das autoridades
Embora o mercado brasileiro de apostas de quota fixa esteja regulamentado, as autoridades reforçam que plataformas clandestinas continuam sendo utilizadas por organizações criminosas para movimentação de recursos e lavagem de dinheiro.
Por isso, órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Secretaria de Prêmios e Apostas intensificaram o intercâmbio de informações para identificar operações suspeitas e fortalecer a fiscalização do setor. (MPF)
Regulação busca separar mercado legal das operações criminosas
Especialistas avaliam que o fortalecimento da regulamentação das apostas esportivas tem papel importante na diferenciação entre empresas autorizadas e plataformas ilegais.
A exigência de identificação dos usuários, mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro, monitoramento das transações e comunicação de operações suspeitas tende a aumentar a transparência do mercado e dificultar a atuação de organizações criminosas.
Fontes:
- Ministério Público Federal (MPF): https://www.mpf.mp.br/o-mpf/unidades/pr-sp/noticias/operacao-narco-fluxo-prende-32-envolvidos-em-esquema-bilionario-de-lavagem-de-dinheiro (MPF)
- Poder360 – Especial sobre a Operação Narco Fluxo: https://www.poder360.com.br/poder-seguranca-publica/pf-conectou-narco-vela-narco-bet-e-narco-fluxo-em-esquema/ (Poder360)
- Folha de S.Paulo – Cobertura da Operação Narco Fluxo: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/04/operacao-da-pf-mira-esquema-de-lavagem-de-r-163-bilhao-com-mcs-famosos.shtml (www1.folha.uol.com.br)